O número de pessoas em extrema pobreza caiu 17% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado.

Dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) mostram que em janeiro deste ano 494 mil famílias encontravam-se em situação de extrema pobreza. O bairro da Sé concentra o maior número, são mais de 30 mil.

São Paulo é a maior e mais rica cidade do Brasil e possui famílias vivendo com até R$ 109 por mês.

Para a economista e pesquisadora de temas ligados às desigualdades socioeconômicas Regiane Wochler, a concentração da extrema pobreza está relacionada com a maneira como a cidade expandiu as suas atividades.

Regiane Wochler diz que além das políticas públicas é fundamental a participação da sociedade civil. Apoiando organização que atuam diretamente com a redução da extrema pobreza.

“A gente tem algumas organizações como a Cufa (Central única das Favelas), por exemplo, temos bancos comunitários. Tem organizações de empreendimentos que atuam dentro da lógica da economia solidária, que são todos empreendimentos voltados realmente para essa população que está em maior vulnerabilidade.”

Ela reforça que é preciso investir nesses setores, pois assim possibilitamos que o nosso dinheiro vire ações positivas para a sociedade.

“A gente fortalece a circulação de recursos para essa população e ajuda a reduzir a desigualdade.”